Diretriz do Instituto do Câncer estabelece prazo máximo entre diagnóstico e cirurgia, entre outros itens
enviado por Mario Lobato
Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulga hoje uma lista de recomendações para o controle da mortalidade do câncer de mama. Entre as medidas, estabelece em 3 meses o prazo máximo entre o diagnóstico de tumor e a cirurgia. Também fixa o período para o início das terapias complementares, como químio e radioterapia – entre 60 e 120 dias após o tratamento inicial.
A divulgação faz parte das ações da instituição no Outubro Rosa, movimento internacional que busca chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.
A cirurgia logo depois do diagnóstico garante maior sobrevida às pacientes. Estudos científicos mostram que a demora superior a três meses compromete a expectativa de vida das mulheres. As pacientes que se tratam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) precisam esperar 188 dias, em média, entre o diagnóstico e a cirurgia, segundo levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). Essa espera cai para 15 dias se a pessoa tiver plano de saúde.
As sete recomendações divulgadas pelo Inca não têm força de lei, mas se forem seguidas pelas secretarias municipais e estaduais de saúde e pelos consultórios particulares têm potencial para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pacientes com tumores de mama. Esse é o tipo de câncer que mais mata na população feminina – 12 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença.
Tratamento
“Essas recomendações são um desdobramento do que a gente sugeriu no ano passado, quando o foco foram estratégias para detecção precoce. Detectar não é um fim em si mesmo. O importante é que se instituam medidas necessárias para que o câncer seja tratado adequadamente”, afirmou o oncologista José Bines, responsável pelo grupo de tumor de mama do Inca.
“O País é grande, heterogêneo, e a ideia é instituir parâmetros mínimos para que sejam alcançados em todo o território nacional. O ideal é que a cirurgia e as terapias sejam feitas o mais breve possível. Estabelecemos tempos máximos; os lugares que estão fazendo em menos tempo, melhor”.
Segundo o Inca, toda mulher deve ter seu diagnóstico complementado com a avaliação do receptor hormonal. “A maior parte dos tumores de mama são alimentados pelo hormônio feminino. No exame do tumor como um todo, o patologista identifica a presença ou não do receptor hormonal. E este receptor está presente em 70 a 80% dos casos”, explica Bines. “Se estiver presente, é preciso fazer um tratamento anti-hormonal para inibir esse potencial crescimento.” Essa terapia também está no rol divulgado pelo Inca – se indicada, deve ser iniciada em até 60 dias depois da cirurgia.
O Inca também recomenda que as mulheres com câncer de mama sejam acompanhadas por equipe multidisciplinar de especialistas (oncologista, cirurgião, radioterapeuta, enfermeiros, psicólogo) e tratadas em ambiente acolhedor, com acesso a cuidados paliativos. Os hospitais também devem ter Registro de Câncer em atividade, serviço que permite coletar informações para monitorar e avaliar a qualidade do tratamento oferecido às pacientes.
> DIRETRIZES PARA O CÂNCER DE MAMA
1. Ação rápida Tratamento deve começar logo após diagnóstico; cirurgia para retirada do tumor não deve ultrapassar prazo de 3 meses.
2. Ação complementar Prazo para início de tratamento de quimioterapia ou hormonioterapia é de 60 dias e o de radioterapia, 120 dias.
3. Receptor hormonal Diagnóstico deve ser complementado com avaliação do receptor hormonal.
4. Atenção multidisciplinar Tratamento deve contar com equipe que inclua médicos (cirurgião, oncologista clínico e um radioterapeuta), enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta.
5. Abordagem humanizada Ambiente para paciente diagnosticada receber cuidados deve respeitar sua autonomia, dignidade e confidencialidade.
6. Registro de Câncer Hospital onde paciente é acompanhada deve ter Registro de Câncer, para monitorar e avaliar a qualidade do tratamento.
7. Cuidados paliativos Paciente tem direito aos cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas e suporte social, espiritual e psicológico.
Criei esse blog com o intuito de postar materiais interessantes, assim como dúvidas a respeito da Enfermagem e com ele, ajudar todas as enfermeiras que necessitam de reciclagem e uma aprimoramento de suas técnicas de enfermagem.
sábado, 5 de novembro de 2011
Qualidade de Vida!!! Ótima iniciativa.. Vamos diminuir o sedentarismo desse povo!
QUALIDADE DE VIDA
Ministro anuncia implantação de 2.000 academias da saúde
Lançada em abril, a estratégia estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde, que estimulam a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Em todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão instalados em 1.828 municípios. O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre.
As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação inadequada e obesidade.
Os polos do Programa Academia da Saúde são espaços públicos construídos para a prática de atividade física. As atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica. Lançada no último mês de abril, a estratégia Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória. Os secretários de saúde destes municípios receberam, durante a Expoepi, uma homenagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
SEDENTARISMO E OBESIDADE – De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana. Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relaçao a escolaridade, 12% da populaçao com menos escolaridade é ativa e 20% da populaçao com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando a importancia de investir em espaços que promovam atividade física para ampliar o acesso da populaçcoa de baixa renda. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.
Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.
SAÚDE BRASIL – Durante a Expoepi, como ocorre em todos os anos, são lançadas publicações relacionados ao segmento. Um dos destaques é a edição 2010 do Saúde Brasil – uma análise geral da situação de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a morte. A obra, produzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresenta indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra tendências que poderão subsidiar a definição de novas ações estratégicas e políticas públicas de saúde.
A EXPOSIÇÃO – A Expoepi é promovida pela SVS do Ministério da Saúde, com o objetivo de dar visibilidade às ações de Vigilância em Saúde e discutir aspectos relevantes para o aprimoramento da área. O encontro mobiliza trabalhadores do SUS de todas as regiões e estados. Este ano, está prevista a participação de 2,5 mil profissionais de saúde da rede pública.
A participação ativa de representantes e trabalhadores do SUS no encontro reflete a incorporação crescente da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em saúde pública. Além disso, reafirma a valorização dos profissionais empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças e agravos e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.
Durante a Expoepi serão premiadas produções técnico-científicas de profissionais da rede pública que contribuíram para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado) e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação, no valor total de R$ 18 mil.
Por Debora Pinheiro, da Agência Saúde – Ascom/MS
(61) 3315-3985 / 3580 / 2351
Ministro anuncia implantação de 2.000 academias da saúde
Lançada em abril, a estratégia estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde, que estimulam a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Em todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão instalados em 1.828 municípios. O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre.
As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação inadequada e obesidade.
Os polos do Programa Academia da Saúde são espaços públicos construídos para a prática de atividade física. As atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica. Lançada no último mês de abril, a estratégia Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória. Os secretários de saúde destes municípios receberam, durante a Expoepi, uma homenagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
SEDENTARISMO E OBESIDADE – De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana. Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relaçao a escolaridade, 12% da populaçao com menos escolaridade é ativa e 20% da populaçao com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando a importancia de investir em espaços que promovam atividade física para ampliar o acesso da populaçcoa de baixa renda. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.
Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.
SAÚDE BRASIL – Durante a Expoepi, como ocorre em todos os anos, são lançadas publicações relacionados ao segmento. Um dos destaques é a edição 2010 do Saúde Brasil – uma análise geral da situação de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a morte. A obra, produzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresenta indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra tendências que poderão subsidiar a definição de novas ações estratégicas e políticas públicas de saúde.
A EXPOSIÇÃO – A Expoepi é promovida pela SVS do Ministério da Saúde, com o objetivo de dar visibilidade às ações de Vigilância em Saúde e discutir aspectos relevantes para o aprimoramento da área. O encontro mobiliza trabalhadores do SUS de todas as regiões e estados. Este ano, está prevista a participação de 2,5 mil profissionais de saúde da rede pública.
A participação ativa de representantes e trabalhadores do SUS no encontro reflete a incorporação crescente da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em saúde pública. Além disso, reafirma a valorização dos profissionais empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças e agravos e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.
Durante a Expoepi serão premiadas produções técnico-científicas de profissionais da rede pública que contribuíram para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado) e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação, no valor total de R$ 18 mil.
Por Debora Pinheiro, da Agência Saúde – Ascom/MS
(61) 3315-3985 / 3580 / 2351
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
“Dizem que num pega, mas um dia ainda vão aprender que pega”.
Domingo passado, folheando revistas velhas, bati o olho numa manchete sobre cânceres e infecções: “Você pode ‘pegar’ câncer?”. Reli sorrindo, do começo ao fim. Ali estava algo que faria a completa satisfação da vovó Maria, que não deixava criança ir a velório de quem morria “daquela doença feia” e sentenciava: “Dizem que num pega, mas um dia ainda vão aprender que pega”.
Ela “quase” acerta. Podemos “pegar” cânceres, mas não em velório! “Um em cada cinco cânceres está ligado a infecção. Suspeito que acharemos mais”, afirma o dr. Harold zur Hausen (prêmio Gairdner do Canadá e prêmio Nobel de Medicina 2008), alemão de cujos estudos resultou a vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), em 2006. Ele descobriu que “apenas duas cepas do vírus, o HPV 16 e o HPV 18, eram encontrados em 70% dos casos de cânceres cervicais (de útero)”.
É ler sobre o tema e na hora pensar em vovó, que já morreu. Imagino o sermão: “Num te disse que doutor num sabe de nada. Se ‘subesse’, num morria!”. Uma frase dita mil e uma vezes, mas a primeira é inesquecível. Vovó era hipocondríaca, mas indisciplinada no uso da medicação. Nunca tomava uma caixa inteira de remédio, mas era cuidadosa com a saúde de familiares. Quando menstruei pela primeira vez, estava de férias, mas, antes de voltar para a escola, em Colinas, fomos ao médico.
“Vovó era exímia em contar casos e casos de loucuras de mulheres que não tiveram ‘cautela’ durante as regras. Um terrorismo. ‘Suspensão’ (parar de menstruar sem ser gravidez) era doença séria. O médico disse que muitas meninas menstruavam pela primeira vez e poderiam ficar alguns meses sem menstruar. Não era doença. Vovó ficou danada: ‘Onde já se viu gastar tanto dinheiro para vir ao doutor e ele não passar nenhuma jalapa? Doutor num sabe de nada. Se ‘subesse’, num morria’. (“As ‘regras’ e a camisinha“, O TEMPO, 31.12.2003)…
“Um em cada cinco
está ligado a infecção.
Suspeito que acharemos mais”,
afirma o dr. Harold zur Hausen de
cujos estudos resultou
a vacina contra o HPV.
Ela sempre minimizava o saber médico. E piorou depois que médico deixou de ser “bicho de sete cabeças”, pois eu, sua neta, era médica. Embora confiasse muito em minha opinião e não tomasse um “caché” sem que eu dissesse sim, ela não dava muita trela para médico. Eu poderia estar no fim do mundo, teria de ser encontrada na hora em que ela queria perguntar algo!
Já idosa, diabética, hipertensa e após vários acidentes vasculares cerebrais, foi hospitalizada às pressas para uma colecistectomia. O cirurgião disse-lhe que ela precisava tomar sangue. “Espera aí, doutor, já falou com minha neta? Só tomo sangue depois dela dizer que posso…”. Indagada, segundo ela em tom de empáfia e menosprezo, se a tal neta era médica, respondeu:
“Igualizinha a vosmecê. Pra mim mais, porque é minha neta, eu criei e não vai fazer nada de errado comigo. Cê sabe, doutor erra de quando em vez. Ela mora lá no Belo Horizonte. De certeza vai tá aqui no primeiro avião que sair de lá. Vou esperar”. Aprontou, pintou e bordou. Antes de viajar, telefonei e perguntei ao médico se era seguro ministrar sangue. Ele riu.
“Você bem sabe que aqui, não!”. Era meados da década de 1990. “Até dona Maria, que é esperta, sabe. Ao pedir para esperar a sua presença, ou anuência, disse: de tudo dessas coisas desses ‘hospitalizinhos’ (sentiram o desdém?) daqui, a única coisa que ela diz que é perigosa é tomar sangue. Tem essa Aids, né?”.Enfim, não foi ministrado o sangue, cuja indicação não era absoluta, e ela se recuperou bem. Naquela época, a segurança do sangue no Brasil era coisa de grandes centros médicos… Ainda é.
Publicado no Jornal OTEMPO em 04.10.2011
Ela “quase” acerta. Podemos “pegar” cânceres, mas não em velório! “Um em cada cinco cânceres está ligado a infecção. Suspeito que acharemos mais”, afirma o dr. Harold zur Hausen (prêmio Gairdner do Canadá e prêmio Nobel de Medicina 2008), alemão de cujos estudos resultou a vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), em 2006. Ele descobriu que “apenas duas cepas do vírus, o HPV 16 e o HPV 18, eram encontrados em 70% dos casos de cânceres cervicais (de útero)”.
É ler sobre o tema e na hora pensar em vovó, que já morreu. Imagino o sermão: “Num te disse que doutor num sabe de nada. Se ‘subesse’, num morria!”. Uma frase dita mil e uma vezes, mas a primeira é inesquecível. Vovó era hipocondríaca, mas indisciplinada no uso da medicação. Nunca tomava uma caixa inteira de remédio, mas era cuidadosa com a saúde de familiares. Quando menstruei pela primeira vez, estava de férias, mas, antes de voltar para a escola, em Colinas, fomos ao médico.
“Vovó era exímia em contar casos e casos de loucuras de mulheres que não tiveram ‘cautela’ durante as regras. Um terrorismo. ‘Suspensão’ (parar de menstruar sem ser gravidez) era doença séria. O médico disse que muitas meninas menstruavam pela primeira vez e poderiam ficar alguns meses sem menstruar. Não era doença. Vovó ficou danada: ‘Onde já se viu gastar tanto dinheiro para vir ao doutor e ele não passar nenhuma jalapa? Doutor num sabe de nada. Se ‘subesse’, num morria’. (“As ‘regras’ e a camisinha“, O TEMPO, 31.12.2003)…
“Um em cada cinco
está ligado a infecção.
Suspeito que acharemos mais”,
afirma o dr. Harold zur Hausen de
cujos estudos resultou
a vacina contra o HPV.
Ela sempre minimizava o saber médico. E piorou depois que médico deixou de ser “bicho de sete cabeças”, pois eu, sua neta, era médica. Embora confiasse muito em minha opinião e não tomasse um “caché” sem que eu dissesse sim, ela não dava muita trela para médico. Eu poderia estar no fim do mundo, teria de ser encontrada na hora em que ela queria perguntar algo!
Já idosa, diabética, hipertensa e após vários acidentes vasculares cerebrais, foi hospitalizada às pressas para uma colecistectomia. O cirurgião disse-lhe que ela precisava tomar sangue. “Espera aí, doutor, já falou com minha neta? Só tomo sangue depois dela dizer que posso…”. Indagada, segundo ela em tom de empáfia e menosprezo, se a tal neta era médica, respondeu:
“Igualizinha a vosmecê. Pra mim mais, porque é minha neta, eu criei e não vai fazer nada de errado comigo. Cê sabe, doutor erra de quando em vez. Ela mora lá no Belo Horizonte. De certeza vai tá aqui no primeiro avião que sair de lá. Vou esperar”. Aprontou, pintou e bordou. Antes de viajar, telefonei e perguntei ao médico se era seguro ministrar sangue. Ele riu.
“Você bem sabe que aqui, não!”. Era meados da década de 1990. “Até dona Maria, que é esperta, sabe. Ao pedir para esperar a sua presença, ou anuência, disse: de tudo dessas coisas desses ‘hospitalizinhos’ (sentiram o desdém?) daqui, a única coisa que ela diz que é perigosa é tomar sangue. Tem essa Aids, né?”.Enfim, não foi ministrado o sangue, cuja indicação não era absoluta, e ela se recuperou bem. Naquela época, a segurança do sangue no Brasil era coisa de grandes centros médicos… Ainda é.
Publicado no Jornal OTEMPO em 04.10.2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
5 de Agosto - Dia Nacional da Saúde
5 de Agosto
Dia Nacional da Saúde: homenagem a Oswaldo Cruz
A data é importante: 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde. O que nem todos sabem é que foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi pioneiro no estudo de moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil.
Em 1900, fundou o Instituto Soroterápico Nacional, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, hoje Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sua trajetória se confunde com a história da saúde pública brasileira.
Oswaldo Cruz: o médico do Brasil
Oswaldo Cruz nasceu em São Luis do Paraitinga, interior de São Paulo. Filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões Cruz, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro aos 15 anos. Antes de concluir o curso, publicou dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.
Formou-se em 24 de dezembro de 1892, defendendo a tese "Veiculação Microbiana pelas Águas". Em 1896, foi para Paris especializar-se em bacteriologia no Instituto Pasteur, que na época reunia grandes nomes da ciência.
Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor Geral de Saúde Pública em 1903, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal, atual Fiocruz, como base de apoio técnico-científico, deflagrou memoráveis campanhas de saneamento. Em poucos meses, a incidência de peste bubônica foi reduzida com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.
Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida.
O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro estourou a rebelião popular (a Revolta da Vacina) e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina.
Em 1909, Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, passando a se dedicar apenas ao Instituto (Fiocruz), onde lançou importantes expedições científicas que possibilitaram a ocupação do interior do país. Erradicou a febre amarela no Pará e realizou a campanha de saneamento da Amazônia.
Como conseqüência, as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo grande número de mortes de operários pela malária, puderam ser finalizadas.
Em 1913 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1915, por motivos de saúde, abandonou a direção do Instituto Soroterápico e mudou-se para Petrópolis. Como prefeito da cidade, traçou vasto plano de urbanização, que não pode ver executado.
Oswaldo Cruz morreu de insuficiência renal em 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis, com apenas 44 anos.
Fonte: www.ensp.fiocruz.br
Dia Nacional da Saúde: homenagem a Oswaldo Cruz
A data é importante: 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde. O que nem todos sabem é que foi escolhida em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872 e foi pioneiro no estudo de moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil.
Em 1900, fundou o Instituto Soroterápico Nacional, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, hoje Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sua trajetória se confunde com a história da saúde pública brasileira.
Oswaldo Cruz: o médico do Brasil
Oswaldo Cruz nasceu em São Luis do Paraitinga, interior de São Paulo. Filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões Cruz, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro aos 15 anos. Antes de concluir o curso, publicou dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.
Formou-se em 24 de dezembro de 1892, defendendo a tese "Veiculação Microbiana pelas Águas". Em 1896, foi para Paris especializar-se em bacteriologia no Instituto Pasteur, que na época reunia grandes nomes da ciência.
Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor Geral de Saúde Pública em 1903, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal, atual Fiocruz, como base de apoio técnico-científico, deflagrou memoráveis campanhas de saneamento. Em poucos meses, a incidência de peste bubônica foi reduzida com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.
Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida.
O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro estourou a rebelião popular (a Revolta da Vacina) e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina.
Em 1909, Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, passando a se dedicar apenas ao Instituto (Fiocruz), onde lançou importantes expedições científicas que possibilitaram a ocupação do interior do país. Erradicou a febre amarela no Pará e realizou a campanha de saneamento da Amazônia.
Como conseqüência, as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo grande número de mortes de operários pela malária, puderam ser finalizadas.
Em 1913 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Em 1915, por motivos de saúde, abandonou a direção do Instituto Soroterápico e mudou-se para Petrópolis. Como prefeito da cidade, traçou vasto plano de urbanização, que não pode ver executado.
Oswaldo Cruz morreu de insuficiência renal em 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis, com apenas 44 anos.
Fonte: www.ensp.fiocruz.br
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Consumo médio de sal é alto no Brasil
A POF 2008-2009 confirma que os brasileiros consomem mais sódio do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 5g diárias. De acordo com a pesquisa, o consumo médio no país está em 8,2g diárias. "O sódio é considerado um importante marcador de consumo alimentar, dada a relação do seu consumo excessivo com doenças crônicas, como a hipertensão arterial, doenças cardíacas e renais", explica Patrícia Jaime.
A situação é preocupante principalmente entre os adolescentes: a ingestão elevada foi observada em mais de 90% na faixa etária de 14 a 18 anos. São eles que mais consomem alimentos como pizza, embutidos, chips, biscoitos recheados e refrigerantes, considerados moderadores negativos. O consumo desses alimentos está aliado ao excesso do teor de sódio na dieta do brasileiro.
Para mudar esse quadro, o Ministério da Saúde assinou em abril passado um termo de compromisso com a indústria de alimentos processados. O acordo prevê a redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, definindo o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas instantâneas, por exemplo, a diminuição anual será de 30%.
Outra iniciativa para promover a saúde é a campanha "Menos Sal. Sua Saúde Agradece", lançada na última terça-feira (26). A iniciativa, resultado de parceria do Ministério com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), busca conscientizar a população em relação aos malefícios de consumo excessivo de sal, trazendo orientações para o uso racional, como a retirada do saleiro da mesa e o uso de temperos naturais.
Vamos diminuir o sal da dieta pessoal, Preservar nossa saúde. E como diria meu pai: "SAL É TEMPERO MINHA FILHA". hehe
A situação é preocupante principalmente entre os adolescentes: a ingestão elevada foi observada em mais de 90% na faixa etária de 14 a 18 anos. São eles que mais consomem alimentos como pizza, embutidos, chips, biscoitos recheados e refrigerantes, considerados moderadores negativos. O consumo desses alimentos está aliado ao excesso do teor de sódio na dieta do brasileiro.
Para mudar esse quadro, o Ministério da Saúde assinou em abril passado um termo de compromisso com a indústria de alimentos processados. O acordo prevê a redução gradual na quantidade de sódio presente em 16 categorias de alimentos, definindo o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas instantâneas, por exemplo, a diminuição anual será de 30%.
Outra iniciativa para promover a saúde é a campanha "Menos Sal. Sua Saúde Agradece", lançada na última terça-feira (26). A iniciativa, resultado de parceria do Ministério com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), busca conscientizar a população em relação aos malefícios de consumo excessivo de sal, trazendo orientações para o uso racional, como a retirada do saleiro da mesa e o uso de temperos naturais.
Vamos diminuir o sal da dieta pessoal, Preservar nossa saúde. E como diria meu pai: "SAL É TEMPERO MINHA FILHA". hehe
terça-feira, 26 de julho de 2011
OMS declara 28 de julho como Dia Mundial contra Hepatite
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou 28 de julho como o Dia Mundial contra a Hepatite, em homenagem à data de nascimento do prêmio Nobel de Medicina de 1976, Baruch Blumberg, quem descobriu o vírus que causava a hepatite B e desenvolveu a primeira vacina contra esta doença.
A finalidade desta data será conscientizar à população que a hepatite virótica é um problema de saúde pública de alcance mundial, já que é uma das doenças infecciosas mais frequentes.
Seus variantes B e C afetam a mais de 520 milhões de pessoas no mundo todo.
O técnico da OMS sobre hepatite, Steven Wiersma, assinalou hoje em Genebra que a maioria destas pessoas ignoram que padecem a infecção, por isso que se expõem à possibilidade de contrair uma doença hepática, assim como de transmitir a infecção a outros.
Segundo dados da OMS, cerca de um milhão de falecimentos se atribuem cada ano à hepatite, e os vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC) são a causa principal do 78% dos casos de câncer de fígado no mundo.
Quase um de cada três habitantes do planeta - cerca de 2 bilhões de pessoas - está infectado pelo vírus da hepatite B e um de cada doze, mais de 520 milhões de pessoas, padecem uma infecção crônica por VHB e VHC.
Wiersma lembrou a importância da prevenção, já que existem vacinas seguras e eficazes contra as infecções VHA e VHB, assim como a possibilidade de receber um diagnóstico rápido em caso de haver contraído hepatite para começar um tratamento o mais rápido possível.
Calcula-se que já recebem tratamento entre 20% e 30% das pessoas infectadas pelo VHB, que se transmite pela exposição a sangue, sêmen e outros fluidos corporais infectados e que pode derivar em câncer de fígado se não se trata a tempo.
No entanto, não existe nenhuma vacina que previna contra a infecção pelo variante C (VHC), que se transmite quase sempre por exposição a sangue contaminada / poluída, o que pode suceder em casos de transfusões de sangue ou pelo uso de seringuinhas infectadas.
A transmissão sexual do VHC também é possível, mas é menos comum.
Devido à importância da prevenção, a OMS está preparando uma plano de trabalho integral sobre a hepatite para todos os Estados-membros, que inclui o estabelecimento de planos de vacinas e facilidades para dispor de sangue de qualidade para transfusões e de seringuinhas limpas.
A OMS precisou que se conseguiram avanços neste sentido, já que em 2009 o 91% dos estados incluíam a vacina contra a hepatite B nos programas de imunização infantil.
Além disso, mais do 70% dos lactantes receberam três dose dessa vacina, o que lhes confere proteção de por vida contra o vírus.
A finalidade desta data será conscientizar à população que a hepatite virótica é um problema de saúde pública de alcance mundial, já que é uma das doenças infecciosas mais frequentes.
Seus variantes B e C afetam a mais de 520 milhões de pessoas no mundo todo.
O técnico da OMS sobre hepatite, Steven Wiersma, assinalou hoje em Genebra que a maioria destas pessoas ignoram que padecem a infecção, por isso que se expõem à possibilidade de contrair uma doença hepática, assim como de transmitir a infecção a outros.
Segundo dados da OMS, cerca de um milhão de falecimentos se atribuem cada ano à hepatite, e os vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC) são a causa principal do 78% dos casos de câncer de fígado no mundo.
Quase um de cada três habitantes do planeta - cerca de 2 bilhões de pessoas - está infectado pelo vírus da hepatite B e um de cada doze, mais de 520 milhões de pessoas, padecem uma infecção crônica por VHB e VHC.
Wiersma lembrou a importância da prevenção, já que existem vacinas seguras e eficazes contra as infecções VHA e VHB, assim como a possibilidade de receber um diagnóstico rápido em caso de haver contraído hepatite para começar um tratamento o mais rápido possível.
Calcula-se que já recebem tratamento entre 20% e 30% das pessoas infectadas pelo VHB, que se transmite pela exposição a sangue, sêmen e outros fluidos corporais infectados e que pode derivar em câncer de fígado se não se trata a tempo.
No entanto, não existe nenhuma vacina que previna contra a infecção pelo variante C (VHC), que se transmite quase sempre por exposição a sangue contaminada / poluída, o que pode suceder em casos de transfusões de sangue ou pelo uso de seringuinhas infectadas.
A transmissão sexual do VHC também é possível, mas é menos comum.
Devido à importância da prevenção, a OMS está preparando uma plano de trabalho integral sobre a hepatite para todos os Estados-membros, que inclui o estabelecimento de planos de vacinas e facilidades para dispor de sangue de qualidade para transfusões e de seringuinhas limpas.
A OMS precisou que se conseguiram avanços neste sentido, já que em 2009 o 91% dos estados incluíam a vacina contra a hepatite B nos programas de imunização infantil.
Além disso, mais do 70% dos lactantes receberam três dose dessa vacina, o que lhes confere proteção de por vida contra o vírus.
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